Nossos olhares se encontram mais uma das vezes das quais o fizemos, e mais uma vez a coragem de tentar me decifrar é corrompida por seu medo, seu nervosismo. Meu mundo para, e quero saber se o seu também. Minha vontade de abraçá-lo e dizer que meu amor por você é maior do que tudo que já senti. Quando o sinal toca, parece que minha cabeça voltou a realidade, e a sua também. Os colegas se levantam e intuitivamente minha vontade de que você venha em minha direção é calada quando o vejo se agarrando com mais uma das meninas que não se valorizam. É a forma que você encontra de que eu o note? Pois bem, digo-lhe que não está funcionando. Pergunto-me mais uma vez se realmente gosta de mim, ou gosta do jogo da conquista pelo qual estamos passando. Sua vontade é que eu me declare para você, que eu diga o quanto eu o amo, só para depois dizer que sabe de quem eu gosto e jogar no rosto dos outros que o escolhido foi você? Esse pensamento em minha concepção é um tanto machista, vocês só querem saber de satisfazer suas necessidades. Eu sei que estamos na fase das descobertas, das novas experiências que possam ser julgadas de forma errada no futuro, mas no momento o que importa é que eu amo você.
Se me arrependo do que fiz em algum momento de minha vida? Tudo o que fiz foi nada menos do que experimentar da vida. Me arrependo sim, como qualquer outro ser humano, mas serviu de aprimoramento para minha pequena vida. Mas o que me choca, realmente é a capacidade que certos seres conseguem de nos machucar, de nos jogar no rosto coisas que são pura maldade.
Seu pensamento é que será mal visto por seus amigos, por que está abraçado com a menina com a qual se sente bem, se sente seguro ao sentir o som do seu coração bater ao seu ouvido? Pense que eles estão com inveja, por que não tem esse afeto por ninguém. Deve ser ótima a sensação. A sensação de estar ao lado de quem se gosta, de sentir a respiração já um tanto ofegante pela liberação de adrenalina que é causada por sua presença. O toque dos lábios macios se encaixando automaticamente, a liberação de sensações nunca sentidas antes.
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